Tesouro Direto

Tesouro Direto pós-fixado ou prefixado: qual a melhor opção?

O Tesouro Direto pós-fixado e o prefixado são modalidades de investimentos já conhecidas por quem tomou a decisão de largar a caderneta de poupança. Entretanto, nem todos que se interessam pelos títulos públicos sabem definir qual a melhor opção para sua carteira.

Afinal, são diversos fatores a se considerar, o que pode deixar algumas pessoas um tanto quanto perdidas. Ainda assim, esse assunto não é nenhum bicho de sete cabeças impossível de se compreender – e é isso o que mostraremos no nosso artigo hoje.

Portanto, se você também não tem certeza de qual título deseja comprar, continue a leitura para descobrir informações importantes sobre a renda fixa e entender de uma vez por todas qual a melhor opção para aumentar o seu patrimônio!

O que é o Tesouro Direto pós-fixado?

O Tesouro Direto pós-fixado é composto por títulos públicos cuja rentabilidade é corrigida pelo seu indexador, ou seja, a taxa de juros vai variando de acordo com as condições do mercado e a remuneração exata é definida apenas no momento do seu resgate ou vencimento.

Isso faz com que os resultados dos títulos dependam tanto do desempenho da taxa referencial ao qual estão indexados – que pode ser a taxa básica de juros da economia ou a inflação –, quanto da taxa contratada no momento da aplicação.

O Tesouro Nacional oferta dois tipos de títulos com essa característica:

  1. Títulos indexados ao IPCA: são títulos que possuem a rentabilidade vinculada à variação da inflação (IPCA), acrescida da taxa de juros definida no momento da compra. Essa opção permite ao investidor obter rentabilidade real, mantendo o poder de compra do seu dinheiro por longos anos.
  2. Títulos indexados à taxa Selic: são os títulos pós-fixados cuja rentabilidade segue a taxa SELIC (taxa básica de juros da economia). Sua rentabilidade tende a ser um pouco abaixo da média dos outros tipos de títulos, entretanto, oferece liquidez diária.

A taxa Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reuniões a casa 45 dias. Já a inflação é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

E o prefixado?

No Tesouro Prefixado, a taxa contratada é definida no momento da compra e continua a mesma até a data de vencimento da aplicação. Sendo assim, essa modalidade é basicamente oposta ao Tesouro Direto pós-fixado.

Há dois tipos de títulos prefixados:

  1. Tesouro Prefixado (LTN);
  2. Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).

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A diferença entre essas duas opções é que: enquanto a LTN paga os juros acumulados ao final da data de vencimento, a NTN-F paga um cupom de juros ao investidor a cada seis meses, devolvendo o valor inicial da aplicação no final do prazo contratado.

Você pode ler mais sobre o assunto no nosso artigo sobre o Tesouro Prefixado.

Principais diferenças entre Tesouro Direto pós-fixado e prefixado

Para começar a explicar as diferenças entre o Tesouro Direto pós-fixado e o prefixado podemos fazer uma analogia com planos de telefonia.

Enquanto em um plano pré-pago você já sabe exatamente quanto vai pagar, no plano pós-pago há uma variação de preço que depende da quantidade de serviços utilizados.

Pode-se dizer que nos investimentos é basicamente a mesma coisa, porém, no lugar de pagar por algo você vai receber – o que é bem melhor. Sendo assim:

  • No prefixado: a taxa contratada no momento da compra fica como o limite da rentabilidade, impossibilitando ganhos acima ou abaixo dela. Por isso, caso você invista em um título prefixado 10% a.a. com um prazo de 3 anos, você terá exatamente essa porcentagem de rentabilidade até a data de vencimento.
  • No pós-fixado: a taxa segue a variação de um indicador, chamado de Benchmark em inglês, que vai crescendo ou diminuindo conforme o andamento da economia nacional e internacional. Quanto mais a taxa indicadora sobe, maiores são os ganhos no investimento e vice-versa.

Dessa forma, fica fácil entender porque o Tesouro Direto pós-fixado é considerado como o exato oposto do prefixado, não é mesmo?

Quais os riscos e vantagens de cada um?

Segundo especialistas, o governo é considerado o credor mais seguro que existe no país. Sendo assim, tanto o Tesouro Direto pós-fixado quanto o prefixado apresentam os menores riscos do mercado. Entretanto, cada um tem suas próprias vantagens:

  • Tesouro Selic: com sua baixa volatilidade e liquidez diária, esse título se torna a aplicação ideal para montar uma reserva de emergência.
  • Tesouro IPCA+: por oferecer rentabilidade real e manter o poder de compra, é o local perfeito para guardar o dinheiro das metas de médio e longo prazo.
  • Tesouro Prefixado: com a taxa prefixada, os investidores conseguem alcançar uma ótima rentabilidade quando há queda nas taxas na economia.

Vale ressaltar que a única forma de perder dinheiro no Tesouro IPCA+ ou Prefixado é retirando os investimentos antes da data de vencimento. Portanto, é preciso analisar bem os prazos e se organizar para lidar com imprevistos financeiros sem precisar tirar dinheiro das suas aplicações.

Afinal, em qual investir?

Decidir entre o Tesouro Direto pós-fixado e o prefixado é algo que dependerá substancialmente de dois fatores: a situação do mercado e os seus objetivos.

Começando pelo primeiro fator, é preciso entender que a economia sempre ditará qual será a opção mais vantajosa. A regra de ouro é: quando os indexadores do Tesouro Direto pós-fixado estiverem crescendo, invista nele; mas quando eles estiverem em queda, foque no prefixado.

Toda a decisão gira em torno do que acontece com os pós-fixados, portanto, antes de aplicar em um título público, procure analisar um longo período da economia brasileira e entender os motivos que fizeram as taxas de juros e inflação subirem ou descerem.

Ter essa previsão é importante na hora de investir, principalmente se você é do perfil conservador e vive longe da Bolsa de Valores.

Por outro lado, seus objetivos também possuem uma parcela importante na decisão. Afinal, não adianta investir em um prefixado com prazo de 3 anos, só porque a economia está em baixa, se você precisará resgatar esse dinheiro daqui a 6 meses.

A verdade é que o Tesouro Direto pós-fixado Selic deve fazer parte da carteira de qualquer investidor, independentemente da situação do mercado, o que faz dessa uma das modalidades de aplicações mais importantes.

Portanto, crie agora sua conta em uma corretora de valores que tenha TAXA ZERO para Tesouro Direto pós-fixado e aproveite uma rentabilidade maior que a poupança com bastante segurança e flexibilidade de prazos!