SulAmérica (SULA11)

SulAmérica (SULA11): O trimestre desapontou, mas o futuro parece promissor

No primeiro resultado após vender sua divisão de auto e patrimonial para a Allianz, a SulAmérica (SULA11) mostrou um lucro desapontador. A seguradora reportou lucro de R$ 245 milhões, 7% abaixo do que o mercado esperava. E apesar de entendermos que volatilidade na sinistralidade do segmento de saúde ser esperada, esse foi o principal destaque negativo do resultado. Não obstante, a comparação anual poderia ter sido pior, caso a empresa não tivesse uma base comparativa fácil nas despesas. Consequentemente, esperamos que o papel sofra devido aos resultados.

Independente do trimestre, o acordo em que a SulAmérica (SULA11) vendeu seus segmentos de patrimonial e Automotivo para a Allianz deve virar o jogo. O CADE já aprovou o negócio e, de acordo com nossas estimativas, o acordo deve ser finalizado já no segundo semestre do próximo ano. As consequências desse movimento são várias: i) Sula se torna uma seguradora primordialmente de saúde, área em que outras empresas da bolsa estão sendo negociadas por múltiplos mais atrativos; ii) o foco em saúde pode gerar uma melhor sinistralidade; e por fim iii) a base menor vai trazer maior crescimento, uma vez que saúde é uma das áreas de seguro que mais cresce.

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Ainda se tratando de futuro, acreditamos que aquisições ou mesmo uma fusão são prováveis. O setor apresenta uma consolidação natural, que pode ser inclusive agravada pelo cenário competitiva, onde outras seguradoras já estão se consolidando para gerar melhores resultados operacionais através de ganhos de escala. Outro ponto que favorece essa tese é o fato de que os ganhos de receitas financeiras devem baixar, uma vez que a taxa básica de juros está em sua mínima histórica. As implicações desse último argumento são: o resultado da operação tem que compensar a perda das receitas financeiras – e os ganhos de escala das fusões e aquisições podem ser o meio para tal.

No geral, ainda estamos otimistas em relação ao futuro da SulAmérica (SULA11). E um dos pontos que mais fundamenta nossa tese é de que a empresa deve se beneficiar muito de uma possível retomada econômica, devido a contratação de pessoas por empresas e ao consequente aumento na base dos seguros empresariais. Sendo assim, mantemos nossa recomendação de compra.

Destaques

O segment de saúde desapontou, embora a base de clientes aumentou consideravelmente. A sinistralidade do segmento de saúde aumentou 1,3 ponto percentual anualmente para 80%. Por outro lado, o número de clientes assegurados cresceu 12% anualmente para 4 milhões, principalmente devido a um grande salto na base odontológica.
Despesas surpreenderam positivamente. A boa surpresa do trimestre foi a redução das despesas administrativas, que caíram 2% anualmente para R$ 446 milhões. Os principais motivos para tal foram a queda nos terceirizados, que baixou 6% anualmente para R$ 113 milhões, e em outras despesas, que tiveram uma queda anual de 43% para R$ 28 milhões.
Receita de serviços financeiros caindo. Mesmo tendo como base um saldo maior de investimentos, as receitas financeiras caíram 5% anualmente para R$ 147 milhões.