Resumo Semanal XP Investimentos

Na sexta-feira, veio a público a informação de que a consultoria The Winkler Group estava questionando as informações financeiras apresentadas pela XP Inc. em seu prospecto para abrir o capital. As ações da companhia caíram cerca de 13% no último dia 6 por conta disso.

Hoje, a XP publicou um relatório em que rebate, ponto a ponto, todas as acusações feitas pela consultoria. “Fomos vítimas da divulgação de um relatório cheio de erros, informações imateriais e/ou irrelevantes publicado por um investidor norte-americano que afirma estar vendido em ações da XP Inc.”, afirmou, em comunicado, Guilherme Benchimol, CEO da companhia.

“Na última sexta-feira (6/3), fomos vítimas da divulgação de um relatório cheio de erros, informações imateriais e/ou irrelevantes publicado por um investidor norte-americano que afirma estar vendido em ações da XP Inc.

Apesar de o relatório não passar credibilidade e ter sido feito por um investidor que não é uma empresa de análise (equity research), por conter afirmações graves, acabou chamando a atenção da imprensa brasileira.

Antes de tudo, importante reforçar que jamais nos envolvemos em qualquer caso de corrupção em nossa história.

É por isso que eu e meus sócios estamos sempre presentes, não escondemos nossas caras e primamos pela transparência e honestidade na forma de fazer negócios.

Durante o processo recente de IPO, a XP Inc. passou pelo escrutínio de quatro escritórios de advocacia reconhecidos mundialmente e duas das maiores firmas de auditoria do mundo. Além disso, diversos investidores institucionais de classe mundial auditaram a companhia, inclusive por meio de processo próprio de diligência legal e/ou contábil.

Apesar deste tipo de situação ser normal envolvendo companhias abertas listadas no mercado norte-americano, e assim sendo, a prática seria não respondermos, em respeito aos nossos clientes, parceiros, investidores e colaboradores e buscando sempre dar a maior transparência possível a tudo que fazemos, optamos por rebater ponto a ponto, em um relatório da XP Inc.

Por fim, ratifico ainda mais nosso compromisso de longo prazo, de seguirmos firmes transformando o mercado financeiro para melhorar a vida das pessoas, sempre sem atalhos.”

Clique no botão abaixo e confira o relatório completo da XP Inc.

Ibovespa: -5,9% | 97.996,8 pontos

O Ibovespa fechou em queda de 5,9% aos 97.996,88 pontos. O movimento seguiu as bolsas internacionais, que voltaram a cair na medida em que a preocupação com o coronavírus continua. Na quarta-feira (4) o corte de juros emergencial pelo Banco Central americano (Fed) de 50 pontos-base animou os mercados em um primeiro momento, mas a preocupação com uma potencial deterioração da economia global prevaleceu posteriormente. Mais empresas anunciaram cortes nas suas projeções para 2020, o ouro já sobe 18% em dólares nos mercados internacionais no ano, e o o índice de volatilidade do S&P 500 (VIX) atingiu o maior patamar desde a crise de 2008 na sexta-feira (6).

No Brasil, foi divulgado na quinta-feira (5) o PIB do 4º trimestre de 2019, que apresentou expansão de 0,5% com relação ao trimestre anterior, encerrando o ano de 2019 com crescimento de 1,1%. O resultado veio em linha com as expectativas, mas o aumento das incertezas quanto ao impacto do coronavirus nos levou a revisar a nossa projeção de crescimento do PIB para 1,8% em 2020 e 2,5% em 2021. Sobre o câmbio (dólar), acreditamos que o Real seguirá desvalorizado e testando as máximas por vários meses: estimamos agora que o câmbio de final de período em 2020 chegue a 4,50 e a 4,40 ao final de 2021.

Do lado das empresas, CCR e CSN divulgaram resultados em linha com as nossas expectativas no 4T19. Além disso, iniciamos cobertura das ações da Raia Drogasil, publicamos um relatório sobre a possível fusão da AES Tietê com a Eneva, participamos do encontro anual da Ultrapar com investidores, e escrevemos um relatório completo sobre a forte queda das ações do IRB.

O que esperar
No Brasil, os destaques da agenda econômica serão a produção industrial de janeiro e o IPCA de fevereiro. Ambos os indicadores serão importantes, pois trarão sinalizações adicionais do que podemos esperar das próximas decisões de política monetária do Banco Central.

No Zona do Euro, os destaques serão a reunião de política monetária, o PIB do 4º trimestre de 2019 e a produção industrial de janeiro. Por fim, tanto na China quanto nos Estados Unidos, serão divulgados dados de inflação (CPI e PPI). Todos os indicadores e eventos devem ajudar na compreensão de qual tem sido o impacto do alastramento do coronavírus nas economias globais e de como os bancos centrais estão interpretando a situação. Reforçamos que, por enquanto, os indicadores disponíveis até o momento não mostram desaceleração atípica da atividade econômica brasileira.