Planejamento sucessório: por que o tema ganha relevância em 2026
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O Brasil registrou 38.740 testamentos em 2025, o maior número da série histórica, representando crescimento de aproximadamente 21% em relação a 2020, segundo levantamento dos Cartórios de Notas (Migalhas, junho/2026). O dado reflete uma mudança na forma como famílias brasileiras estão lidando com a organização patrimonial.

Este artigo aborda, de forma educacional, o que é planejamento sucessório, por que ele tem ganhado destaque e quais instrumentos costumam ser utilizados.
O que é planejamento sucessório
Planejamento sucessório é o conjunto de estratégias jurídicas e financeiras adotadas para organizar a transmissão de patrimônio entre gerações. O objetivo é estabelecer regras claras para a transferência de bens, reduzir conflitos familiares e buscar eficiência tributária dentro dos limites legais.
A ausência de planejamento pode resultar em processos de inventário longos e custosos, disputas entre herdeiros e, em alguns casos, perda patrimonial significativa.
Por que o tema está em evidência
Alguns fatores contribuem para o aumento do interesse em planejamento sucessório no Brasil:
Reforma tributária: a implementação da CBS e do IBS a partir de 2026 (Emenda Constitucional 132/2023) traz mudanças que podem impactar a tributação de holdings patrimoniais e a distribuição de dividendos. Empresas familiares, em particular, precisam avaliar os efeitos sobre suas estruturas.
Transição geracional: segundo especialistas do setor, o Brasil enfrenta uma das maiores ondas de transição geracional em empresas familiares, o que intensifica a necessidade de organização (Contábeis, dezembro/2025).
Conscientização: o crescimento no número de testamentos indica maior compreensão de que o planejamento sucessório não é restrito a grandes fortunas, mas uma ferramenta de organização para famílias de diferentes patamares patrimoniais.
Instrumentos comuns de planejamento
Testamento: documento que expressa a vontade do titular sobre a distribuição de seus bens após o falecimento, respeitando a legislação sobre herança necessária.
Holding familiar: estrutura societária utilizada para centralizar a gestão de bens e facilitar a transferência patrimonial, além de permitir planejamento tributário dentro dos limites legais.
Doação com reserva de usufruto: permite a transferência de bens em vida, mantendo o direito de uso pelo doador, e pode antecipar parte do processo ocorrido na sucessão.
Seguros de vida e previdência privada: instrumentos financeiros que podem complementar o planejamento, oferecendo liquidez aos herdeiros no momento da sucessão.
Cada instrumento possui implicações jurídicas, tributárias e familiares específicas. A escolha depende da situação patrimonial, da composição familiar e dos objetivos do titular.
O planejamento sucessório é um tema que ganha relevância à medida que o ambiente regulatório se torna mais complexo e as famílias reconhecem a importância da organização patrimonial. Trata-se de uma decisão que deve envolver profissionais especializados em direito, contabilidade e assessoria financeira.
Para receber orientação adequada ao seu perfil, é necessário falar com um assessor autorizado.
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