Movida (MOVI3)

Movida (MOVI3) 3T19: Margens e Lucro Acima do Esperado

Os resultados da Movida (MOVI3) vieram em geral acima das expectativas. O lucro líquido reportado foi de R$62,7mi (sem considerar os efeitos do IFRS16), acima do consenso e ~10% acima do nosso número. A performance foi impulsionada principalmente (i) pelo crescimento forte no segmento de Gestão e Terceirização de Frotas (GTF), com volumes superiores à expectativa e (ii) também pelo segmento de Seminovos, que apresentou crescimento de ~83% no volume de carros vendidos na comparação anual e de ~5% no preço médio, o que resultou em margem negativa de -1,3%, melhor que a esperada.

A leitura geral foi de um resultado positivo. Acreditamos que os esforços da companhia em aprimorar a eficiência e manter o giro da frota em níveis saudáveis estão gerando resultados sequencialmente melhores. Além disso, após levantar ~R$833 milhões com a última oferta de ações, a alavancagem da Movida (MOVI3) está em patamares confortáveis, dando à companhia mais espaço para crescer. Mantemos nossa recomendação de Compra para as ações, baseada (i) na melhora sequencial de margens, (ii) maior geração de valor com o amadurecimento do segmento de Seminovos, e (iii) múltiplos atrativos em nossa visão.

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Os principais destaques foram:

No lado positivo, destacamos o crescimento de ~16% e ~47% a/a nos volumes de diárias dos segmentos de Aluguel de Veículos (RAC) e GTF, respectivamente. Vale destacar também que a tarifa média no segmento de RAC foi de R$73,3, levemente acima da nossa expectativa e também maior na comparação com o 2T19, indicando um comportamento racional por parte da companhia. As receitas superiores levaram as margens a superarem nossas expectativas. Destacamos também que a margem EBITDA de Seminovos ficou negativa em 1,3%, melhor que a nossa expectativa de -1,7%, reflexo de uma margem bruta 40bps superior à esperada.

Por outro lado, destacamos a queda de ~3% na tarifa média mensal no segmento de GTF, refletindo um perfil mais leve de contratos e os juros mais baixos. Vale ressaltar também que a idade média da frota aumentou marginalmente em ambos os segmentos, de 7,4 meses para 7,5 em RAC e de 15,3 para 15,8 em GTF. Apesar de não se tratar de um aumento crítico, ressaltamos que com o forte crescimento de volumes, a companhia terá o desafio de manter o alto giro da frota para assim evitar seu envelhecimento.