Itaú (ITUB4): Resultado 4T19

Itaú (ITUB4): Resultado 4T19

O Itaú (ITUB4) acabou de reportar bons resultados no quarto trimestre de 2019 (4T19). No geral, o banco apresentou boa sustentabilidade nos resultados, mas uma deterioração na qualidade dos ativos. A maioria das receitas e custos surpreenderam positivamente, mas não acarretou em maiores ganhos, uma vez que o banco aproveitou os melhores resultados operacionais para realizar provisões. O lucro líquido foi de R$ 7,3 bi, em linha com nossas estimativas, implicando em um Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) de 23% e um crescimento de 13% A/A e 2% T/T. A administração também divulgou as projeções para 2020, que acreditamos estarem alinhadas às expectativas do mercado. Reiteramos nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 40,00 para o fim de 2020, pois acreditamos que os múltiplos do banco não são atraentes.

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Itaú (ITUB4): Resultado 4T19

Principais destaques

  • A carteira de crédito continuou crescendo mais devagar que os pares e até desacelerou no trimestre. O crédito cresceu 9% A/A e 1% T/T para R$ 583 bilhões, impulsionado principalmente por pessoas físicas e jurídicas, que cresceu 4% A/A e 14% T/T para R$ 239 bilhões e 7% A/A e 26% T/T para R$ 86 bilhões, respectivamente.
  • Margem Financeira surpreendeu positivamente, pois o Itaú conseguiu aumentar sua margem financeira mais que sua carteira de crédito em 2% no trimestre e 12% no comparativo anual, para R$ 19,4 bilhões, impulsionado por um melhor mix com pessoas físicas e jurídicas. O crescimento é especialmente bom, pois veio principalmente da margem financeira com clientes, que cresceu 12% A/A e 3% T/T para R$ 17,6 bilhões, uma linha que consideramos mais sustentável no longo prazo.
  • A qualidade dos ativos foi o destaque desfavorável do trimestre, uma vez que o custo do crédito aumentou 70% A/A e 29% T/T para R$ 5,8 bilhões. Adicionalmente, o índice de inadimplência se manteve estável em 3%, o índice de cobertura do banco melhorou 8,5 bps para 229%. O custo do risco deteriorou-se 138 bps A/A para 4,2%.
  • A receita de serviços em R$ 10,4 bilhões superou as expectativas, impulsionada pelos serviços de assessoria e corretagem, que saltaram 104% A/A e 64% T/T, para R$ 1,1 bilhão. O crescimento foi promovido pela maior atividade no mercado de capitais por ofertas de ações, fusões e aquisições. Os serviços de seguros também ajudaram, crescendo 8% no trimestre e 7% na comparação anual, para R$ 1,7 bilhão.
  • Custos vieram abaixo da inflação em um crescimento anual de 2% para R$ 13 bilhões, conforme o banco foca nos gastos para melhorar sua eficiência. Entre as melhorias operacionais que ajudaram tal resultado, estão: i) redução de quase 2 mil funcionários para 94,9 mil; ii) diminuiu 200 agências para 4,5 mil; e iii) diminuiu 1,3 mil caixas eletrônicos para 46,3 mil. Como resultado, o índice de eficiência do banco melhorou em quatro pontos percentuais anualmente para 41,3%.
  • O banco ainda soltou um guidance que, na nossa visão, está em linha com o que o mercado esperava. Loans devem crescer entre 8,5 a 11,5%, enquanto a margem financeira deve ficar estável até um crescimento de 3% com clientes e entre R$ 5,7 a R$ 6,7 bilhões com tesouraria. Por sua vez, os custos de crédito devem gerar um total de gasto em 2020 entre R$ 18,5 a R$ 22 bilhões, enquanto as receitas devem crescer acima da inflação entre 4,5 a 7,5%. Por fim, custos devem decrescer em 2% até um ligeiro aumento de 1% e a taxa efetiva de imposto do banco deve permanecer entre 33 e 35%.
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