Iguatemi (IGTA3)

Iguatemi (IGTA3) 4T19: Recuperação segue ritmo gradual; Mantemos Compra

A Iguatemi (IGTA3) reportou resultados marginalmente abaixo das nossas expectativas em linhas gerais, apesar de ainda ter apresentado evolução sequencial nos principais indicadores. Nossa leitura em relação aos resultados exclui a venda do shopping Iguatemi Florianópolis, que contribuiu com R$ 58,9 milhões. Do lado positivo, a ocupação apresentou melhora sequencial em relação ao 3T19, atingindo 94%, e as vendas mesmas lojas (SSS) cresceram em um robusto patamar de 5,7% a/a. Além disso, aluguel percentual e temporário também expandiram em um ritmo saudável. Por outro lado, o aluguel mínimo apresentou crescimento tímido, e o aluguel mesmas lojas (SSR) cresceu 5,2%. Por fim, as receitas de estacionamento vieram mais fracas que o esperado, e as margens foram parcialmente impactadas por custos relativos ao Iguatemi 365.

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Em resumo, apesar de reconhecermos avanços sequenciais importantes em algumas das principais linhas, a velocidade de recuperação tem sido mais gradual que a esperada. Mantemos nossa recomendação de compra para as ações, baseada em pilares como (i) o valuation mais atrativo do setor; (ii) melhora gradual dos indicadores operacionais com (a) maturação de expansões/ativo mais recentes e (b) potencial recuperação da atividade econômica, resultando em consumo maior, descontos mais baixos e melhores spreads em contratos de aluguel; e (iii) mercado de compra e venda de ativos aquecido, potencialmente resultando em um contínuo aprimoramento do portfólio.

Principais destaques…

Do lado positivo, destacamos (i) o crescimento de 22% a/a no aluguel percentual, refletindo a melhor performance de vendas no trimestre e o mix mais assertivo, (ii) o crescimento de 8% a/a nas locações temporárias, beneficiadas pelos esforços na linha de mídia nos shoppings da companhia, (iii) redução dos descontos concedidos a lojistas em relação ao ano passado, e (iv) resultado financeiro menor que o esperado, beneficiado pelo patamar baixo de juros e pelo trabalho que a Iguatemi (IGTA3) tem feito em melhorar o custo da sua dívida.

Por outro lado, (i) o aluguel mínimo apresentou um crescimento tímido de 1,3% a/a, impactado pela taxa de ocupação mais baixa no trimestre, e também por negociações menos favoráveis na entrada de novos varejistas; (ii) as receitas de estacionamento apresentaram um crescimento modesto de 0,7% a/a, refletindo um tráfego menor em alguns dos principais shoppings, (iii) a linha de custos cresceu 34% a/a no trimestre, impactada pela ocupação mais baixa do portfólio e também pelo início da contabilização do Iguatemi 365 (que antes entrava na linha de CAPEX).

Além disso, a Iguatemi (IGTA3) anunciou ontem a aprovação pelo Conselho da proposta de distribuição de R$ 150.000.000,00 a título de dividendos a seus acionistas (R$ 0,85/ação, ou um dividend yield de 1,5%), e agora será submetida à Assembleia Geral no dia 16/04 para aprovação final. A companhia confirmou a antecipação de R$ 37.500.000,00, desses dividendos representando R$ 0,21 por ação (0,4% de dividend yield), registrados na demonstração financeira do 3T19.