Gerdau (GGBR4)

Gerdau (GGBR4): Resultado abaixo do esperado no 4T. Alavancagem atinge níveis saudáveis

A Gerdau (GGBR4) reportou um EBITDA de R$1.13 bilhão, incluindo o impacto negativo de R$131 milhões da parada de Ouro Branco. O resultado veio -20% e -13% abaixo da nossa estimativo e do consenso, respectivamente. Os principais detratores foram resultados mais fracos tanto nas operações do Brasil, quanto dos EUA, enquanto o segmento de América Latina reportou números acima das nossas expectativas.

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A geração de fluxo de caixa livre alcançou R$2.3 bilhões no trimestre, impulsionada novamente pela normalização do capital de giro (R$1.95 bilhão), devido à estabilização dos estoques após a parada de Ouro Branco. Adicionalmente, a companhia anunciou dividendos de R$0,03/ação com data ex em 2 de março e data de pagamento dia 11 de março. A dívida líquida atingiu R$9.8 bilhões (de R$12.1 bilhões no terceiro trimestre), enquanto o nível de alavancagem (medido pela relação Dívida Líquida/EBITDA) reduziu de 1,96x no último trimestre para 1,67x.

Brasil: Performance fraca com preços mais baixos
O EBITDA ajustado de R$543 milhões (considerando o impacto negativo de R$131 milhões da parada de Ouro Branco) ficou abaixo da nossa estimativa de R$723 milhões (-23% T/T), impactado por preços mais baixos tanto no mercado doméstico quanto externo (-5% T/T e -8% T/T, respectivamente), que mais do que compensaram a alta nos volumes (+2% vs XPe, +6% T/T).

América do Norte: Resultados mais fracos do que o esperado
O EBITDA de R$257 milhões ficou abaixo da nossa estimativa de R$365 milhões (-32% vs. o 3T) com preços 8% mais fracos do que o esperado (-8% T/T) e volumes 3% menor na comparação trimestral (-3% vs XPe). A margem EBITDA de 7,6% ficou abaixo da nossa estimativa de 9,6% e 10,5% no terceiro trimestre, impactada pela queda no spread metálico (preço de aço menos custo de sucata).

Aços especiais: Números abaixo das expectativas
O EBITDA de R$113 milhões ficou abaixo das nossas estimativas, recuando -45% T/T. Na comparação trimestral, a queda de 11% nos volumes ocorreu devido tanto às operações do Brasil, quanto dos EUA. No Brasil, a produção de veículos foi impactada pelas menores exportações e pelo movimento de desestocagem no setor automotivo, enquanto nos EUA a menor demanda no setor automotivo e na indústria de óleo e gás pressionaram os volumes.

América Latina: Resultados desapontam diante de menores preços realizados
O EBITDA de R$182 milhões foi 3% menor que a nossa estimativa, com margem EBITDA de 20%. O EBITDA subiu 10% na comparação trimestral com os preços realizados acima da nossa expectativa (+15% T/T), mais do que compensando os volumes 2% maiores.