Se você é um investidor do tipo conservador e investe em títulos com renda fixa (Tesouro Direto, LCIs, LCAs ou CDBS, por exemplo) já deve ter ouvido falar no Fundo Garantidor de Crédito, ou simplesmente FGC.

Trata-se de um mecanismo de proteção, presente em aplicações mais cautelosas, que permite que o investidor aplique o dinheiro em diversos investimentos e tenha a previsibilidade de retorno. Isso significa que ele não corre o risco de perder essa quantia ou ter que pagar altos juros ao longo do tempo.

Se você está pensando em ter uma maior rentabilidade com segurança e garantia de retorno, então você precisa conhecer o Garantidor de Crédito. Neste artigo, vamos explicar o que é e como funciona esse mecanismo financeiro. Acompanhe a leitura!

O que é o Fundo Garantidor de Crédito?

FGC é uma entidade privada que fica responsável por administrar a proteção aos correntistas e investidores. Ela permite recuperar valores e ressarcir os indivíduos que realizaram depósitos ou têm créditos em caso de eventual quebra de instituição financeira emissora de títulos privados (LCI, LCA e CDB, por exemplo) seja por falência, intervenção ou liquidação.

Nesse sentido, o FGC garante que as aplicações que o investidor realizou estejam seguras em situações de quebras, calotes e demais casos fortuitos. O limite garantido é de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Como o Fundo Garantidor de Crédito funciona?

O Fundo Garantidor de Créditos necessita de aportes mensais de seus associados (bancos, sociedades de crédito e de financiamento, companhias hipotecárias e associações de poupança, entre outros).

Essas instituições financeiras transferem uma porcentagem para o FGC todos os meses. Desse modo, se ocorrer a falência ou intervenção dessas companhias, o valor depositado no FGC é utilizado para pagar os correntistas e investidores, ou seja, quitar o débito.

Quem faz parte do FGC?

Confira a lista com os principais associados:

  • bancos;
  • instituições financeiras;
  • companhias de poupança e empréstimo;
  • sociedades de crédito, financiamento e investimento;
  • sociedades de crédito imobiliário;
  • companhias hipotecárias.

Quais são os investimentos garantidos pelo FGC?

O FGC é uma garantia, mas ele não abrange todos os tipos de investimentos existentes no mercado. A Resolução nº 4.284/2013 do Conselho Monetário Nacional estabelece os títulos passíveis de proteção pelo Fundo Garantidor de Crédito:

  • depósitos à vista ou sacáveis com aviso prévio;
  • depósitos de poupança
  • depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB);
  • letras de câmbio;
  • letras hipotecárias;
  • letras de crédito imobiliário (LCI);
  • letras de crédito do agronegócio (LCA);
  • operações compromissadas cujos títulos tenham sido emitidos depois de 08/03/2012.

O Fundo Garantidor de Crédito é um sistema de preservação bastante vantajoso para o investidor que deseja fazer aplicações, mas sem correr riscos. Graças a esse mecanismo, torna-se possível reaver o dinheiro em casos extremos que afetem as estruturas da instituição financeira e demais títulos. Portanto, é essencial organizar as finanças e planejar as aplicações com consciência e cautela. Assim, você evita perdas e consegue aumentar o seu patrimônio.

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