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A partir de dezembro de 2019, todas as escolas brasileiras devem estar completamente adaptados às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Uma dessas diretrizes diz respeito à resolução de problemas dentro do contexto da Educação Financeira. Segundo a BNCC, no ensino agora “podem ser discutidos assuntos como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras (rentabilidade e liquidez de um investimento) e impostos”. Além disso, a Base também diz que essa abordagem “favorece um estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões do consumo, trabalho e dinheiro”.

A Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) defende o planejamento financeiro como fator fundamental para o uso consciente dos recursos financeiros. Por isso, avalia como positiva a inclusão da disciplina no currículo escolar porque cria a cidadania financeira e o consumo racional estimulando o consumidor a ser adimplente, criando um círculo virtuoso, que afetará positivamente o mercado de crédito e impactará na melhora da economia.

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A aposta é que, ao instruir os pequenos, com o tempo toda a sociedade melhore a compreensão dos conceitos e produtos financeiros. Ou seja, mude o jeito de lidar com o dinheiro – tanto no presente quanto no futuro. Assim, a esperança é que os investimentos aumentem, a inadimplência diminua e mais pessoas tenham domínio do seu dinheiro e não sejam dominadas por ele.

O Brasil encerrou o ano de 2018 com um aumento de 4,41% no número de consumidores com contas em atraso, na comparação com 2017. De acordo com dados do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgados pela Agência Brasil, a estimativa é a de que o país fechou o último mês de dezembro com cerca de 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 41% da população adulta que reside no Brasil. Do ponto de vista do impacto da Educação Financeira na vida adulta, o consultor de investimentos da Inva Capital e professor de Pós-Graduação da Universidade Positivo, Raphael Cordeiro, lembra que passar conceitos financeiros para crianças e adolescentes leva a decisões mais acertadas no futuro. “São algumas coisas simples do mundo financeiro que as pessoas precisam aprender. O mais básico seria o fluxo de caixa, diferenciar o que é entrada, o que é saída, diferenciar a entrada de um resgate de investimento, por exemplo, com a receita de um salário. Além de aprender o quão nocivo é pegar empréstimos caros e quanto sai, de fato, um empréstimo. Aprendendo o conceito de caixa e juros compostos, as pessoas já podem ter uma vida financeira um pouco melhor que a nossa realidade”, argumenta.