Como funciona o tesouro direto:

Entenda tudo sobre seus ativos da renda fixa

Saber como funciona o tesouro direto é algo muito importante para as pessoas que desejam diversificar sua carteira de investimentos.

Programa criado pelo Tesouro Nacional tem ajudado os brasileiros a investirem em alternativas de renda fixa com boa rentabilidade, de modo fácil, prático e seguro. Entretanto, apesar da notória popularidade que ganhou nos últimos anos, ainda há muita confusão sobre diversas questões relacionadas ao assunto.

Se você também é iniciante nos investimentos e deseja entender mais sobre o funcionamento do tesouro, continue a leitura do artigo!

Como funciona o tesouro direto?

O programa funciona como uma plataforma onde é possível fazer a compra de títulos públicos, permitindo que pessoas físicas invistam com o governo por meio da internet. Basicamente, o investidor empresta o dinheiro para o Estado em troca de recebe-lo no futuro com um adicional dos juros que incidem sobre o empréstimo.

O montante arrecadado é utilizado para o desenvolvimento público do país, ou seja: educação, saúde, infraestrutura e outros setores essenciais à sociedade.

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Quais os títulos ofertados?

O tesouro oferece três modalidades de títulos públicos, que combinam com diferentes objetivos financeiros e ainda proporcionam uma boa diversidade para uma carteira de investimentos. Confira um pouco mais sobre cada um deles:

Tesouro Selic (LFT)

Possuindo a menor volatilidade entre os títulos, o Tesouro Selic acompanha a Taxa Básica de Juros da Economia do Brasil e tem liquidez diária. Sendo assim, ele é indicado para quem deseja montar reservas de emergência ou guardar um dinheiro que será utilizado a curto prazo. Também é ideal para quem está começando a entender como funciona o tesouro direto.

Tesouro IPCA+ e IPCA+ com Juros Semestrais (NTNB)

Esses são os títulos que garantem rentabilidade real, ou seja, um retorno acima da inflação, que mantém o poder de compra do dinheiro investido. Eles são formados por duas taxas de juros: uma taxa prefixada que é estabelecida no momento da compra + a taxa de correção da inflação do período de investimento.

A alternativa de juros semestrais funciona da mesma forma, com uma diferença de que o cupom de juros cairá na conta do investidor a cada 6 meses.

Vale lembrar que esse título não possui liquidez diária, portanto, você corre risco de perder dinheiro se tirar o montante investido antes da data de vencimento.

Tesouro Prefixado e Prefixado com Juros Semestrais (LTN e NTNF)

Por fim, o Tesouro Prefixado é uma modalidade de título que possui uma taxa de juros prefixada, permitindo que o valor da rentabilidade seja previsto já no momento da compra. Sendo assim, independente do que ocorra na economia, o investidor receberá o rendimento estipulado.

É uma ótima opção para quem acredita que a taxa prefixada de juros estará maior do que a taxa básica de juros naquele mesmo período de vencimento do título.

Ele também não possui liquidez diária, mas há a opção de comprar o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, que garante ao investidor um cupom de juros a cada 6 meses.

Como são os custos e os tributos do Tesouro?

Quando se investe em títulos públicos por meio do Tesouro Direto deve-se saber que existem 2 taxas: a primeira é da B3 (antiga BM&F Bovespa), que cobra a taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor do título, referente ao serviço de armazenamento e proteção de papéis; já a segunda taxa fica a cargo do agente de custódia, que pode ou não fazer a cobrança pelas operações com os títulos públicos. Entre em contato conosco e saiba como funciona.

Algumas corretoras apresentam taxa de corretagem zero.

Os impostos cobrados no Tesouro Direto são exatamente os mesmos que incidem em outras aplicações na renda fixa, como é o caso dos CDBs, LCIs e LCAs, por exemplo. Há também a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras – o famoso IOF – para os casos em que o resgate do investimento é feito com menos de 30 dias, contados a partir do dia da aplicação.

Em relação ao imposto de renda, este vai incidir apenas sobre a rentabilidade dos títulos e será pago quando ocorrer a venda, ou seja, quando receber os cupons de juros, sejam eles semestrais, seja no vencimento do título. A alíquota segue uma tabela regressiva:

  • 22,5% em aplicações que vão até 180 dias;
  • 20% para as aplicações que vão de 181 dias a 360 dias;
  • 17,5% em aplicações que vão de 361 dias até 720 dias;
  • 15% para as aplicações em que o prazo é acima de 720 dias.

Como investir no tesouro direto?

O primeiro passo para investir no tesouro direto é abrir uma conta com o seu CPF em um agente de custódia, no caso pode ser com a XP através da Visão Investimentos que nada mais é do que uma instituição financeira habilitada a operar títulos públicos por meio do programa.

Essas instituições podem ser bancos ou corretoras. Muitas pessoas escolhem a segunda opção, visto que os grandes bancos geralmente cobram altas taxas de administração, o que acaba prejudicando os rendimentos de pequenos investidores.

Quando toda a documentação for entregue, você receberá uma senha provisória da B3, para o seu primeiro acesso na área restrita do programa, e é lá que realizará suas aplicações em títulos públicos. Entretanto, vale lembrar que muitas instituições que são agentes integrados permitem que as transações sejam feitas pelo seu próprio site, o que deixa tudo mais prático.

O tesouro é um investimento seguro?

SIM! Além de fazerem parte da modalidade de renda fixa, os títulos públicos são 100% cobertos pelo Tesouro Nacional, portanto, tornaram-se os investimentos de menor risco do mercado.

De fato, o único risco que você corre é se o governo quebrar, mas a chance desse problema realmente acontecer é muito pequena. Ainda assim, é preciso conhecer seu perfil de investidor e fazer planejamentos financeiros antes de começar, para evitar problemas com saques antes da data de vencimento.

Agora que você já entendeu como funciona o tesouro direto, comece imediatamente a diversificar seus investimentos e acumular patrimônio para metas de curto, médio e longo prazo com rentabilidades maiores do que a poupança!