BMG (BMGB4): Resultado 4T19

BMG (BMGB4) acaba de reportar ruins resultados para o último trimestre de 2019 (4T19). O lucro veio em R$ 74 milhões (vs. estimativa de R$ 94 milhões), resultando em um retorno sobre patrimônio líquido de 9%. E embora receitas, custo de crédito e a maioria dos gastos vieram em linha, além de impostos terem ajudado, o resultado foi novamente impactado por outras despesas operacionais, que vieram 22% acima do esperado em R$ 190 milhões. Como foi no caso do 3T19, a linha provavelmente foi impactada por provisões relacionadas a processos de clientes.

Por outro lado, o banco apresentou boas métricas operacionais, tais como: 1) carteira de empréstimos (R$ 11,5 bilhões no trimestre, contra R$ 10,8 no anterior); 2) lojas Help! (802 no tri, contra 721 no anterior); 3) cross-selling (2.13 no tri, contra 2.06 no anterior, se desconsiderado seguro); 4) número de clientes (4,1 milhões no trimestre, contra 3,9 no anterior); e 5) contas digitais (834 mil no trimestre, contra 610 no anterior). Tais melhorias devem ajudar o banco a atingir o crescimento que esperamos para 2020.

Finalmente, a gestão emitiu um novo guidance para 2020, que consideramos neutros em relação as nossas estimativas. Embora estejamos acima dos números da cia em relação a gastos, estamos praticamente no topo do guidance para margem financeira.

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Destaques BMG (BMGB4)

A carteira de crédito apresentou bom crescimento no quarto trimestre de 2019 (4T19), para R$ 11,5 bilhões, aumentando 5,9% na comparação trimestral e 20,4% na comparação anual, principalmente devido ao crédito pessoal e ao empréstimo consignado.
A margem financeira atingiu R$ 824 milhões, aumentando 9% T/T e 29% A/A, impulsionada por maiores receitas advindas de um mix de carteira mais rentável e pelo menor custo de captação.
As despesas não decorrentes de juros foram a desvantagem do trimestre. Apesar de as despesas com pessoal, comissões e administrativas tenham ficado levemente abaixo do esperado, a linha de outras despesas operacionais continuaram prejudicando os resultados, uma vez que aumentaram 28% A/A e 30% T/T, totalizando R$ 190 milhões (vs. R$ 156 XPe).
Em relação aos resultados das empresas associadas, houve uma deterioração, dado que uma das subsidiárias do banco registrou uma perda de R$ 14 milhões.