Banco do Brasil (BBAS3): Resultado 4T19

O Banco do Brasil (BBAS3) acaba de postar um resultado sólido para o último trimestre de 2019 (4T19). O lucro recorrente veio em R$ 4,625 bilhões (vs. R$ 4,584 bilhões das nossas estimativas), o que acarreta em um retorno sobre patrimônio líquido de 17% e um rescimento anual de 20%. O lucro foi principalmente derivado de: 1) melhores receitas, que vieram surpreendentemente altas no trimestre; 2) provisões, que continuaram a melhorar no trimestre; e 3) impostos, que caíram 56% no período. Por outro lado, o banco demonstra ter dificuldades de controlar custos e em crescer sua carteira de crédito.

O Banco do Brasil (BBAS3) mostra mais uma vez que é capaz de melhorar sua rentabilidade mesmo em um cenário de declínio na carteira de crédito, devido a um melhor mix de crédito e menores despesas com custo de crédito. Não obstante, o banco postou um bom guidance para 2020, com crescimento da carteira e margens, custos controlados e um possível aumento de lucro de 4 a 15%. Mantemos o Banco do Brasil como nosso top pick entre os bancos incumbentes, recomendação de compra e preço alvo de R$ 61,00.

Banco do Brasil (BBAS3)

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Destaques Banco do Brasil (BBAS3)

A carteira de crédito continua a desapontar, decrescendo 3% anualmente para R$ 621 bilhões, derivado principalmente de menores empréstimos corporativos.
De outro lado, a margem financeira continua a melhorar, uma vez que o Banco do Brasil (BBAS3) está se beneficiando de um melhor mix com pessoas físicas e PMEs. A margem financeira cresceu 12% anualmente para R$ 14 bilhões.
Receita de serviços continua a desapontar com um tímido crescimento anual de 4%. O crescimento foi especialmente ruim, uma vez que foi impulsionado por receita de contas correntes, uma linha de pouca sustentabilidade, e puxado para baixo por receitas de empréstimos, uma linha que acreditamos ter maior recorrência.
Gastos também desapontaram, uma vez que cresceram 8% anualmente para R$ 9,9 bilhões. O resultado foi puxado por despesas com pessoal, que cresceram 13% anualmente para R$ 5,5 bilhões.
A inadimplência do banco apresentou uma deterioração anualmente de 74 bps para 3,3%, mas isso não refletiu em maiores provisões.
Impostos ajudaram, uma vez que caíram 56% anualmente para R$ 868 milhões, parcialmente influenciado pela taxa da CSLL, que baixou de 20% para 15% em 2019. Lembrando que a taxa deve aumentar novamente em 2020.
O banco soltou um guidance bom para 2020, na nossa visão. A carteira de crédito deve começar a crescer e terminar o ano com uma balança entre 5.5 a 8.5% maior, o que também deve impulsionar margens entre 2 a 5%. O custo de crédito deve manter controlado, com um fluxo máximo de R$ 13 bilhões, enquanto despesas devem se manter controlada com a inflação (2.5 a 4.5% de crescimento). Por outro lado, receitas de serviço devem continuar desapontando com um tímido crescimento entre 1 e 4%.