Fundos imobiliários têm sido uma aposta crescente no mercado de investimentos por parte de quem acredita na recuperação do mercado de imóveis no Brasil. Em algumas cidades, as incorporadoras têm realizado lançamentos novos e atraentes, a taxa de ocupação é alta ou está crescendo e a expectativa é de valorização dos imóveis e aumento dos aluguéis.

Por outro lado, o mercado de ações também têm atraído a atenção de quem busca maiores rendimentos, depois de sucessivas quedas na Selic e perda de atratividade de investimentos mais seguros, como o Tesouro Direto.

Neste artigo você vai entender melhor o que são fundos imobiliários, o que são ações e quais aspectos considerar na hora de decidir entre eles para investir o seu dinheiro. Vamos lá?

Qual a diferença entre fundos imobiliários e ações?

Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) são cotas de participação em imóveis. É uma forma de investir neles mesmo sem ter dinheiro suficiente para comprar uma unidade inteira (como um apartamento, um andar ou até o prédio inteiro).

Os FIIs se dividem em 3 categorias:

  • os de tijolo, que têm um empreendimento como foco: hotel, hospital, shopping, prédio comercial, etc;
  • os de papel, compostos por aplicações financeiras e títulos como LCA e LCI;
  • os híbridos, com um carteira mista dos dois elementos anteriores.

Assim como acontece com um imóvel, o investimento em fundos imobiliários pode render de duas maneiras diferentes. A primeira é ao vender o ativo depois de ele se valorizar. A segunda é por meio do aluguel. Como dono de uma pequena participação em um hotel ou prédio, você receberá uma parcela desse rendimento, proporcional à sua quantidade de cotas.

Ações funcionam de forma semelhante. São títulos por meio dos quais você se torna dono de uma pequena parte da empresa. Assim como os imóveis, elas podem se valorizar ou desvalorizar. E, se a empresa tiver lucro, ela pode distribuir dividendos aos acionistas, que é uma outra forma de faturar com elas.

Como escolher entre fundos imobiliários e ações?

Ambas as opções são investimentos atraentes. A escolha entre elas vai depender do seu perfil de investidor e das suas expectativas para o mercado. Veja a seguir alguns fatores a considerar.

Longo ou curto prazo

Ações são muito mais voláteis do que fundos imobiliários. O valor sobe e desce todos os dias, às vezes em grandes porcentagens. A menos que você seja um day trader experiente, a melhor aposta em ações é sempre a longo prazo: 3 anos, 5 anos ou mais. Para rendimentos em prazos mais curtos, o FII pode ser uma melhor aposta.

Grau de risco

Desde a eleição de 2018, a tendência do Ibovespa tem sido crescer, mas você já deve saber que as ações da Vale sofreram enorme baque depois da tragédia de Brumadinho.

Quando falamos em ações, é difícil generalizar, porque cada empresa opera em um mercado diferente. Se você estiver otimista sobre a economia de modo geral, aposte em ações — lembre-se que os FIIs tendem a ser uma opção mais segura e, portanto, com rendimentos menores.

Aplicação inicial

O valor das ações varia muito, mas é mais fácil negociá-las em lotes de 100. Por isso, a aplicação inicial para investir, em especial de empresas grandes, pode ser alta. Já FIIs podem ter aporte inicial bem baixo, como a partir de R$ 100.

Imposto de Renda

O rendimento em ações é isento de IR quando o volume é inferior a R$ 25 mil por mês. Trata-se de uma compensação pelo maior risco que essa modalidade apresenta. Já sobre o fundo imobiliário incide alíquota de 20% sobre o lucro.

Fundos imobiliários e ações idealmente fazem parte de uma carteira diversificada de investimentos. Os FIIs são mais seguros e menos voláteis, enquanto ações podem oferecer ganhos maiores e livres de IR. É importante que o investidor se informe sobre os cenários e as expectativas para este ano de forma a tomar as melhores decisões.

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